terça-feira, 14 de junho de 2011
Vemos as flores ?
Se uma flor é atingida pelo vento dizemos que ela é frágil. Se uma rocha atrapalha a fúria do vento dizemos que ela é forte. Assim como as flores e rochas, nós mortais ingênuos, podemos nascer com espírito sutil ou a conhecida personalidade de “cão”. Há pessoas que em sua própria sutileza constroem seus ideais, há pessoas que em sua forma desastrada destrói seus ideais. Na certeza de ser uma rocha, homens vestem seus melhores ternos e caminham até a garagem. Na certeza infeliz de ser a flor menos admirada e mais frágil, alguns montam em suas bicicletas á caminhos do incerto.
Não é uma questão de nascer ou não nascer de tal forma, mas uma questão de aprendizagem. A rocha tão segura de si, tão consciente de sua força e imponência, não preocupa-se em aplacar o vento ambicioso para as flores – aplaca o vento simplesmente por ser rocha, ser seu destino, natureza. Para ela tudo não passa de uma brisa perfumada. A rocha não olha para trás, não vê quantas flores delicadas o vento destruiu, não percebe seu próprio tamanho. As folhas penam. As flores despedaçadas choram. Esperam um braço estendido com o desejo de ajudar, porém a rocha não olha para trás.
Assim como há pessoas “auto-suficientes”, há flores espalhadas por todo canto.
Mas, á vemos? Conseguimos enxergá-las?
Ou estamos ocupados demais em ser rocha?
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